Teses Teológicas

A Prosperidade do Cristão

A Prosperidade do Cristão
Irmãos, sabemos que Deus ama verdadeiramente a prosperidade do seu povo, e que os pobres que sempre os teremos conosco são pobres em condição de pedinte, pois é este o significado de diversos contextos para o original (ptokous), incluindo bem aventurados os pobres de espírito, pois esta palavra reflete a incapacidade de prover a si mesmo.

Lógico que temos a promessa de “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.” (Salmos 37 : 25) e sabemos que Deus permite a todos nós trabalhar e estudar mais seriamente e alcançarmos maior prosperidade, e que muitos são descuidados e não alcançam. Se dizem sem capacidade para estudar, jogam fora oportunidades, chegam atrasados, são murmuradores etc. Todavia, jamais devemos esquecer a ênfase dada por nosso Senhor Jesus Cristo quando ordena buscar primeiro o reino de Deus prometendo que as demais coisas ( o essencial ) nos será acrescentado e também as promessas da bíblia para com os que ofertam com sinceridade, por amor ao Senhor, sem a intenção de serem investidores interesseiros.

Quando o salmo primeiro afirma que os que tem prazer na lei de Deus, meditam nela de dia e de noite e não seguem os passos dos ímpios prosperarão em tudo quanto fizerem inclui também os justos mais pobres e isto inclui crentes justos e santos tais como: A viúva que deu tudo o que tinha, os crentes que nada tinham em casa e dependeriam da festa do amor na ceia do Senhor, os pobres que receberam as coletas feitas pelo apóstolo, os irmãos pobres que usufruíam do tudo que tinham em comum, os mártires que deram suas vidas nas arenas romanas, os heróis da fé vestidos de pele de cabras e ovelhas desamparados, aflitos e maltratados, errantes pelos desertos e montes e pelas cavernas dos quais o mundo não era digno e todos os demais humildes e fiéis servos de Deus. Afinal de contas estes todos estavam enquadrados no salmo primeiro.

Leia. Hebreus 11: (Leia pelo menos a parte sublinhada embaixo)

1 ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
2 Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.
3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
4 Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.
5 Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.
6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
7 Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.
8 Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9 Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
10 Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
11 Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
12 Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.
13 Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.
14 Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria.
15 E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar.
16 Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.
17 Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
18 Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar;
19 E daí também em figura ele o recobrou.
20 Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.
21 Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão.
22 Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.
23 Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.
24 Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
25 Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;
26 Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.
27 Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.
28 Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos lhes não tocasse.
29 Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram.
30 Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.
31 Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.
32 E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,
33 Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,
34 Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.
35 As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;
36 E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.
37 Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
38 (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.
39 E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,
40 Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.

Alguns destes tiveram prosperidade financeira mas todos fixaram os olhos e o coração nas riquezas de Cristo e os que foram ou ficaram pobres por amor ao Senhor eram também prósperos da verdadeira prosperidade que é espiritual. Lógico que devemos incentivar e ensinar nossos irmãos para que prosperem financeiramente, estudem, trabalhem com dedicação e para que sejam abençoados nos relacionamentos em geral, no casamento, na convivência familiar, no emprego, na igreja e tudo o mais o que for útil. O que não podemos fazer é esquecer que a nossa missão mais importante como pregadores, pastores, mestres, profetas é a de conduzir os crentes à santificação e os pecadores à salvação. Esta é a grande e urgente prioridade. Hoje não temos mais muitos pregadores comprometidos realmente com a Palavra de Deus entre os que se destacam na mídia. No Brasil piorou. Na América do Norte só lembro de David Wilkerson. Os pregadores de hoje pregam suas filosofias misturadas com algo que lembra o evangelho.

Quando resolvi estudar alguns sermões da bíblia em atos dos apóstolos há alguns anos fiquei estarrecido ao comparar com o que estivera ouvindo estes últimos anos. Não vi sequer um sermão para elevar a auto estima dos crentes, com ênfase em prosperidade, nem sermões comprometidos em construir ou manter carreiras de pregadores e gerarem convites para os que sobrevivem da pregação. Posteriormente comecei a ler com mais freqüência e cuidado os sermões dos grandes avivalistas e pregadores do período posterior aos apóstolos até o século 19, só os sérios logicamente, ali também só encontrei palavras de vida eterna em quase cem por cento do conteúdo.

Outra coisa que achei interessante é que muitos destes pregadores tiveram críticos entre os justos e os injustos e não achei sequer uma palavra ofensiva por parte deles em resposta, nem se posicionavam como superiores aos demais. Eles suportaram tudo por amor ao Senhor e se esforçavam para viverem a humildade que pregavam. Quando respondiam era sem ofensa em santas explicações da bíblia. Estes são os motivos porque hoje os crentes já não trilham o caminho que trilharam homens e mulheres com fome e sede de justiça que entregavam suas vidas ao Senhor Jesus e tudo o que lhes importava era a busca pela plenitude da santidade tais como: John Wesley, Whitifield, John Fletcher, John Hyde, Frances Ridley Havergal, Amanda Smith e muitos outros. Os ideais dos crentes de hoje são outros e muito próximos dos ideais do mundo. Isto se deve a esta avalanche de pregações centradas no homem em seu conteúdo e na forma de apresentação e é uma cultura tão forte que é difícil para enxergar e se livrar dela. Confesso que tenho batalhado mas ainda não consegui totalmente pois ficou arraigado. Mas estou clamando ao Senhor e me esforçando para que toda a glória seja do Senhor não só em meras palavras mas na completa renúncia a qualquer exaltação da carne.