Teses Teológicas

Sobre Ofertas e Sementes de Fé

Sobre Ofertas e Sementes de Fé
Irmãos não pretendemos aqui julgar a ninguém pois isto o Senhor nos proibiu enfaticamente. Todavia apesar de simples a nossa militância cremos que temos o mesmo direito que os demais de discordar deles somente no “Campo das Idéias” ou será que a democracia só vale para eles. Não cito nomes para não difamar e porque, na verdade, são muitos os que pensam diferente e o problema é a ideia e não o irmão.

Todos sabemos que é bíblico o povo ofertar e contribuir para a divulgação do evangelho e para socorro aos pobres, famintos, enfermos, recuperandos, sustento aos ministros de tempo integral etc. O que não podemos concordar é que utilizem textos bíblicos espirituais para induzir o povo a ofertar. Usaram até o texto da pascoa onde o povo tomou para si um cordeiro ou cabrito em obediência a Deus, que o próprio povo comeu com a família e alguns com seus vizinhos, tendo colocado o sangue sobre as umbreiras e vergas para escapar da destruição determinada sobre os egípicios.

Para piorar ainda estipulam o valor da oferta. Coitada da viúva pobre e dos demais “as coisas vis e desprezíveis” os pequeninos de Jesus com estes valores de semente de fé jamais vão alcançar a tal da “Unção Financeira” aliás, eles nem querem mesmo, só querem a unção da humildade, da pureza, da simplicidade de Cristo e similares.

Interessante é que a fé que ensinam o povo a liberar eles não liberam em confiar no Senhor para prover o sustento dos seus ministérios. Deveriam ensinar ocasionalmente sobre dízimos e ofertas como sobre os demais temas bíblicos e confiar em Deus para tocar os corações das pessoas para ofertarem. Somente vemos os apóstolos pedindo ofertas quando se tratava de socorrer os necessitados, no mais eles confiavam em Deus e o sustento chegava.

Posso estar errado, não sou dono da verdade e nem quero julgar intenções, mas o estilo dos apóstolos era o de dizer ao povo quando precisavam enviar ofertas aos pobres. Caso seja esta a intenção dos profetas atuais que o digam claramente e peçam para a finalidade a que se destina.

Será que Jesus não pode sustentar os seus obreiros como fez quando enviou os seus discípulos? Tudo bem que levemos o que já temos mas a lição é que Jesus vai suprir toda a necessidade. Nada faltou aos mesmos.

O problema não estaria em premissas equivocadas como: “O melhor para Jesus pois o mundo faz o melhor nas suas obras” etc. O sinédrio, os fariseus e saduceus também tinham o melhor mas os discípulos serviam com amor em contentamento com o básico e essencial, hospedando-se nas casas. Mas agora só hotel de luxo. Não bastaria um hotel simples e decente, uma pousada ? e muita misericórdia? Tudo bem quando são atendidos com conforto pago por grandes igrejas ou do seu próprio bolso. Mas exigir isto como condição para atenderem convites.